Tuesday, May 12, 2009
Friday, May 08, 2009

Alberto Vázquez é um dos talentos emergentes da moderna banda desenhada espanhola (em 2007 ganhou o Prémio do Público para o Melhor Desenho com El Evangelio de Judas, em Barcelona). Depois de expor o seu trabalho um pouco por todo o lado, de Buenos Aires a La Paz, passando por Nápoles, chega agora ao nosso país, para deslumbre dos olhares mais exigentes.
Quanto a Lorenzo Mattotti, é um ”gigante” da banda desenhada mundial, um dos autores mais significativos do nosso tempo. A exposição que traz a Beja constitui uma ocasião rara para observar de perto um autor incontornável, dono de um traço único e de uma poética muito pessoal."
Os autores estarão presentes em Beja nos dias 30 e 31 de Maio… "
Thursday, March 26, 2009


Agora em fime:
"It's an adaptation of the beloved children's book by Maurice Sendak and it follows the adventures of Max who creates his own world in his mind inhabited by fabulous wild creatures. Spike Jonze, known for creating some of the most vividly unique music videos on the planet (including Fatboy Slim's "Weapon of Choice", Daft Punk's "Da Funk", and Weezer's "Buddy Holly")"

ver o trailler aqui
Wednesday, March 25, 2009
Tuesday, March 24, 2009
de 30 de Maio a 14 de Junho

Exposições

Craig Thompson, o autor de Goodbye, Chunky Rice e Blankets, e Denis Deprez, autor de Frankenstein e Moby Dick, entre outras obras, são dois dos mais excitantes artistas da actualidade. O primeiro pela visão poética e intimista que imprime às suas histórias. O segundo, pelas atmosferas muito vincadas com que impregna as suas pranchas, muitas vezes a rasar o impressionismo.
Os autores estarão presentes em Beja nos dias 30 e 31 de Maio…
Monday, March 09, 2009
Friday, March 06, 2009
Eu respondo ao repto roubando palavras aos Animal Collective
1. És homem ou mulher?
Chocolate girl
2.Descreve-te.
Lion in a coma
3.O que pensam as pessoas de ti?
Unsolved mysteries
4.Como descreves o teu último relacionamento?
Brother sport
5.Descreve o estado actual da tua relação.
Fireworks
6.Onde querias estar agora?
Kids on holiday
7.O que pensas a respeito do amor?
Fireworks
8.Como é a tua vida?
Sweet road
9. O que pedirias se só pudesses ter um desejo?
10. Escreve uma frase sábia.
Someday I’ll grow to be as tall as the giant
* não tenho comigo fotografias da minha infância, mas provavelmente estes desenhos que fiz há algum tempo são o que há de mais fiel como retrato daquela época
Wednesday, March 04, 2009
NOTES FOR A WAR STORY, Gipi
Gipi (Gianni Pacinotti), atingiu com esta obra um merecido estatuto … este livro não pertence aos melhores do ano, mas sim aos melhores de sempre, neste momento e com toda a distância que me separa desde o momento em que o li uma primeira vez, as muitas vezes que o revisitei e depois de ter lido outros tantos livros que considero imprescindíveis, posso afirmar que “Notes for a War Storie” foi a melhor novela gráfica que já li.
O Sfar será sempre o melhor contador de histórias, mas no todo (imagem/palavra) é Gipi quem mais deslumbra, ou melhor é “Notes for a War Storie” que também é em parte Gipi, um caos nervoso, uma bomba relógio, um assombramento ocasionalmente interrompido por uma ingenuidade e espontaneidade adolescente …
Notes for a War Story começa com três rapazes a deambularem no campo, avistando ao longe uma aldeia devassada pela guerra civil instalada no seu país anónimo. Rapidamente são recrutados pelo crime organizado que se confunde e mistura com as milícias nacionalistas…apesar de tudo, o cerne da história está na luta individual destes rapazes por se reinventarem homens.
O tema assenta que nem uma luva a Gipi, que tem vindo a revelar-se a si próprio através das suas obras, encarnando personagens tanto em “O local” como em “Notes for a war story”. O culminar desta exposição pessoal está na sua mais recente obra autobiográfica em jeito de catarse confessional “La mia vita disegnata male” (O título é brilhante e o livro também).
*Posto isto apenas acrescento, desnecessariamente, que a haver uma banda desenhada inspirada no livro e filme Gomorra, deveria ser Gipi a pegar na tarefa.
Labels: gipi, notes for a war story, novela gráfica
Monday, March 02, 2009
*as melhores de 2008, uma de cada vez e mais umas de 2009 que não resisto a meter à revelia!
*provavelmente a minha tira preferida de banda desenhada desde sempre
A primeira vez que ouvi falar desta banda desenhada foi em 2006, estava na lista das melhores pela revista Times, na altura fiquei curiosa mas estava longe de saber que viria a ser uma das minhas favoritas, o género gráfico não era o “meu” (parecia muito abonecado) e a sinopse não me disse nada à partida.
Depois de ler percebi o verdadeiro significado do título, “Ordinary Victories” trata disso mesmo, das pequenas vitórias (e derrotas) do quotidiano, dos pequenos nadas de todos os dias como ultrapassar uma neura do trabalho a jogar computador com um irmão ou ir jantar a casa da mãe.
Já outros tentaram fazer o mesmo, mas nunca de uma forma tão sublime e ao mesmo tempo realista.
O género autobiográficoAminhavidacomumquepodiaseratuatambém tem dado origem a alguns dos maiores títulos dos últimos anos ( e sucessos como por exemplo o Blankets) mas por vezes são cansativos tal como a vida normal é…falta-lhes qualquer coisa e a mim faltam-me palavras para vos dizer o quê … em Ordinary Victoires, Manu Larcenet, consegue captar a moldura romântica do “instante” real…captura as “fotografias mentais” que tiramos constantemente, cristaliza a realidade de forma poética sem nunca se desprender do próprio realismo.
Thursday, January 22, 2009
Esta versão do Spirou por Emile Bravo foi uma muito agradável surpresa, pela forma como trata das origens da personagem (desde a justificação para o Spirou andar vestido como um groom de hotel) de uma forma simultaneamente nostálgica e inovadora. Mas além disso, este é um belíssimo livro, muito bem escrito e de grande sensibilidade, não por acaso, nomeado para o Prémio de Melhor álbum no Festival de Angoulême.

Que Ed Brubaker é um dos melhores escritores de histórias policiais a trabalhar no mercado americano, já se sabia pelo seu trabalho nas séries Gotham Central, Sleeper e Daredevil, mas Criminal é claramente o seu melhor trabalho no género, muito bem servido pelo traço de Sean Philips. Constituído por arcos de histórias independentes, a série tem vindo em crescendo, justificando plenamente a sua presença nesta lista.

Saga sobre a Índia vista de uma perspective feminina, ao longo de várias gerações, Índia Dreams é um título já com alguns anos, que entra agora nesta lista, por só agora o ter lido, numa simpática edição integral. Bom exemplo do melhor da produção franco-belga clássica, Índia Dreams conjuga uma história de sopro épico com o traço clássico de Jean-François Charles, a que a cor directa dá outro dinamismo.

Argumentista de Y, the Last Man e da série Lost, Brian K. Vaughn assina nesta Fábula de Bagdad uma belíssima reflexão sobre os horrores da guerra, vista na perspectiva de um bando de leões. Um belo livro, muitíssimo bem servido pelo magnífico desenho de Henrichon.

Depois de Destino Adiado e O Voo do Corvo, Gibrat troca as suas belas heroínas por Mattéo, um filho de um anarquista que se vê arrastado para o horror das trincheiras na I Guerra Mundial. Uma história de guerra, servida por excelentes diálogos, em que o estilo de Gibrat ganha um aspecto “mais sujo”, bem adequado ao ambiente em que decorre a história.

Narrativa autobiográfica sobre a infância de uma rapariga na Polónia comunista dos anos 80, Marzi pode ser definido como o equivalente polaco do Persépolis de Marjane Satrapi, pela forma como nos dá uma perspectiva pessoal de uma realidade que acompanhámos pelos jornais e pela televisão. E, claro, há o pequeno pormenor de o desenho de Marzi ser muito superior ao de Persepolis…
Tuesday, July 08, 2008

Tuesday, July 01, 2008

Tuesday, June 24, 2008


Sfar entrou este ano no festival de Cannes, com um privilegiado “livre de trânsito” a todas as zonas do festival, durante os 15 dias de duração do festival esteve nas salas de cinema, nas festas, na praia, mas também nas cozinhas. Ouviu os mais famosos e os menos famosos e ainda teve tempo de ressonar durante alguns filmes.
Um ensaio à fama a que se habilita no ano em que realiza o seu próprio filme com gentes de carne osso e quando o gato do Rabbi salta das pranchas para a tela de cinema….

Vampire Loves follows the strangely romantic adventures of Ferdinand and his friends as they flirt with, seduce, cheat on, break up, and make up with all manner of unearthly creatures including ghost, other vampires (…)


Acredito que, até com alguma razão, fiquem apreensivos…afinal histórias de amor entre vampiros??...eu fiquei. Apesar da assinatura do meu veneradíssimo Sfar, romance e vampiros não só não fazia sentido como me parecia bonecada a mais.
Mas tive de engolir o meu cepticismo de uma assentada só, e quando terminei suspirei, voltei atrás a recordar as passagens mais marcantes, voltei a sorrir, voltei a suspirar…enfim é Sfar e basta.
Friday, June 13, 2008
Monday, June 02, 2008
Friday, May 30, 2008
Tuesday, May 27, 2008

a explorar aqui!
* um obrigado à Teresa Camara Pestana pelas novidades directamente da frente de batalha ;)
Wednesday, May 14, 2008
Uma vez que ontem faltou a música e as palavras ao Planeta Calafrio, pelo menos ficam aqui as imagens, vindas directamente de Beja via Polónia.
Tuesday, May 13, 2008
Monday, May 05, 2008

Este ano a contar com a presença de Dave McKean e Gippi! e muito mais
Friday, May 02, 2008

(imagens da metamorfose de Eric Elmosnino… em Serge Gainsbourg)
"Le dessinateur de BD Joann Sfar devient réalisateur. Pour son premier film, il s’attaque à un héros de son enfance"
Tuesday, April 29, 2008
Thursday, April 17, 2008
A extraordinária esquizofrenia criativa de Allan Moore e Kevin O'Neill


Um dos cavalheiros que surge nesta liga é nada mais nada menos que Orlando personagem da autoria de Virgina Woolf, em Orlando: A Biography; um jovem inglês que nasce na Inglaterra na Idade Moderna e numa viagem à India, simplesmente acorda mulher...se no livro de Virginia Woolf podemos acompanhar 350 anos de vida de Orlando, Alan Moore vai um pouco mais longe em termos temporais e geográficos proporcionado-nos uma perspectiva global, luxoriosamente ilustrada dos acontecimentos históricos e mitológicos mais significativos desde a idade do bronze , aos anos 50 e passando um pouco por todo o mundo.

Fanny Hill é a conhecida personagem da que se conhece como primeira novela erótica "Fanny Hill: Memoirs of a woman of pleasure"; a obra data de 1748 e valeu a prisão ao autor John Cleland sob a acusação de corromper os súbtidos do rei.
A passagem acima ilustrada foi particularmente polémica.

e por fim, os anos 50 altura em que se desenrola a acção de "Black Dossier", palavras para quê... ;)
Tuesday, April 15, 2008
Black Dossier

Mais uma obra do mestre Alan Moore e Kevin O'Neill, esta cheia de "goodies", ele é capa com relevo, óculos 3D e outras coisas mais...contudo o bom da obra não está aí e é difícil lá chegar, mas no Planeta Calafrio de hoje explicamos os comos e os porquês.

capinha de luxo!

um dos símbolos adoptados pela Liga de Cavalheiros Extraordinários, o logo do "Festival of Britain"
Wednesday, April 09, 2008
Tuesday, April 08, 2008

desenhos de A.Breccia & E.Breccia
argumento de Héctor Oesterheld
"La muerte es lo más solido que, hasta ahora, ha inventado la vida"
E.M.Cioran

" Este libro, tan citado en las historias y repertorios de comic como inencontrable, vio la luz en Argentina durante 1968. Desde entonces no ha conocido ninguna neva edición y ha permanecido enterrado en la represión pero no en lo olvido. La locura del 73 en aquel país hizo desaparecer los originales de esta obra y sus possibilidades de difusión, de la misma manera que también hizo desaparecer a Héctor Oesterheld. Lo primero lo hemos podido solucionar con paciência, tecnica y un alto costo editorial, lo segundo, la vida, la capacidad y dotes humanas de Héctor han sido irrecuperables (...)"
Ernesto Santolaya
Tuesday, April 01, 2008
Monday, March 31, 2008
Friday, March 28, 2008
Thursday, March 27, 2008
afirma Pitanga, barbeiro de luxo a domicílio e herói de Banda Desenhada
Pitanga - Estás nervoso ?
AF - Um bocadinho. Tornaste-te uma figura com certa projecção. As pessoas querem saber coisas a teu respeito. Ora, se por um lado me soa a artificial ter que fazer-te certas perguntas cuja resposta já conheço, por outro, sinto-me vexado ao ter que perguntar-te por coisas que já saberia, se quisesse. Coisas ridículas, mesmo idiotas, mas que muita gente considera importantes.
P - Por exemplo…
AF - Não falta, por aí, quem se queixe de não teres biografia. Querem saber de onde vens, onde moras…
P - Pois. A propósito, conheces isto: "En un lugar de la Mancha de cuyo nombre no quiero acordarme… vivia un hidalgo"… ?
AF - Se não me engano, é o começo do D. Quixote"…
P - Certo! E ter-se-ia ganho alguma coisa se o Cervantes tivesse identificado esse lugar?
AF - Nunca tinha pensado nisso. Mas, talvez, turismo, excursões…
P - Não ganho a vida a impingir recuerdos.
AF - Disso ninguém duvida ! Mesmo assim, nem todos entendem essa relutância em falar das tuas origens, da tua terra natal…
P - Posso responder com outra citação? "O homem que acha doce a sua pátria é apenas um frágil principiante; aquele para quem qualquer chão é como se fosse o seu já é forte; mas só aquele para quem o mundo inteiro é como um país estrangeiro está perfeito "…
AF - Xi ! Com essa conseguiste impressionar-me. Não me digas que sabes o D. Quixote de cor!
P - Qual D. Quixote ? Quem escreveu isto foi um monge francês do sec. XII. Hugues de Saint-Victor.
AF - Vou tentar ler.
P - Escreveu um montão de coisas mas eu só lhe conheço esta frase. Uma citação que tem andado por aí aos trambolhões. Tzvetan Todorov, o historiador búlgaro, residente em França, em A Conquista da América, já a cita a partir de Edward Saïd, o brilhante intelectual palestiniano, nascido em Jerusalém, professor na Universidade de Columbia, e falecido em Nova Iorque que, por sua vez, a teria colhido junto de Erich Auerbach, um alemão exilado na Turquia. Estás a ver?
AF - O que estou a ver é que acabas de cair na tua própria ratoeira. Precisaste de identificar o autor da frase como um monge francês, o Todorov como um búlgaro residente em França, o Saïd como palestiniano vivendo nos States e o tal Auerbach, de que nunca ouvira falar, como um alemão que viveu na
Turquia. Então e tu ? Continua sem se perceber essa relutância em falar das tuas origens…
P - Estamos a falar de realidades diferentes.
AF - Não consegues ser mais claro ?
P - Consigo. Achas que alguém se interessaria pelo que o Saïd comia ao pequeno-almoço?
AF - De facto, não. Mas isso não impedirá ninguém de se sentir diante de um novo Paradoxo do Barbeiro!
P - Admito que, em certos casos, essas referências possam ser de alguma utilidade. Mas na maioria dos casos são perversas. Constituem apenas um ruído que distrai e ao qual eu próprio não me considero imune. Chateia-me que as pessoas não se concentrem no essencial e reduzam a Humanidade a uma colecção de cromos.AF - Também a mim. Mas no teu caso, sinceramente, não vejo que tivesses muito a perder…P - És de um cinismo assombroso!
AF - Sinceramente!...
P - Sinceramente, o que eu menos desejo é que os meus vizinhos me reconheçam como o herói dessas aventuras que correm por aí.
AF - Modéstia ? Comodismo ? Ou alguma espécie de síndroma de D.Quijote ?
P - Mera prudência. Os meus vizinhos são como toda a gente. Se soubessem que têm um herói ali à porta, ia ser o cabo dos trabalhos.
AF - ?!
P - Iam chamar as televisões, iam querer entrar para o Guiness, iam-me dar cabo da vida portando-se como esses atrasados mentais que vemos por todo o lado. Às tantas, iam auto-proclamar-se como Capital da Barbearia!
AF - "Les imbéciles heureux qui sont nés quelque part" !...
P - Perdão !?…
AF - É uma canção de Georges Brassens. Poder-se-ia traduzir por: "Os patetas alegres que nasceram algures".
P - Ah, sim ! Os que tiveram o privilégio de nascer no sítio que tem o campanário mais alto, ou a pedra mais antiga, ou o rio mais largo, ou as castanhas mais gordas, ou a loja mais in, ou o aeroporto mais cosmopolita !
AF - Isso mesmo. Só é pena que não tivéssemos avançado muito. As pessoas querem coisas concretas. Por exemplo, como é que explicas que tu, que és tido pelo mais urbano dos heróis, vivas perdido na província?
P - Essa agora ! Só me faltava ter que ser eu a explicar isso !
AF - Mas tens uma ideia…
P - A ideia que tenho é que toda a
gente diz o que lhe apetece. É como aquela história de eu ser barbeiro por causa do António Variações.
AF - E não é verdade ?
P - Estás farto de saber que não. Eu era barbeiro. Ele também. E conhecíamo-nos há que tempos! Éramos colegas e amigos. Tu é que arranjaste essa confusão.
AF - Perdão! Eu sempre fui claro quanto a essa questão. E chamar-lhe confusão, parece-me de um simplismo lamentável. Uma das coisas que mais me agradam nas tuas histórias é precisamente esse convívio entre diferentes níveis de realidade e de ficção. Um pouco, como se elas existissem em diferentes acetatos sobrepostos que, por vezes, custam a distinguir. Uma espécie de layers, estás a ver ?
P - Diz antes "camadas". Não gosto de te ouvir falar como um pato bravo.
AF - Seja ! Mas, voltemos ao tema. O que acontece é que há sempre alguém que interpreta mal. Vem outro a seguir e repete a asneira. E como ninguém se preocupa em verificar nada, a coisa acaba por fazer bola de neve.
P - E podiam perguntar, pá ! Não custa nada. Estou farto dos tipos que repetem a mesma lengalenga há uma data de anos. E fica para toda vida: clichés, ideias feitas, copianços descarados!
AF - Estou a ver que conheces bem a literatura da especialidade…
P - Estás a falar de quê ? Peluqueria, Coiffure, Hair Fashion ?
AF - Não ! De Comics, ou de Banda Desenhada se não queres que fale como um pato bravo.
P - Hum! Conheço mal. Mas não deve ser muito diferente do resto: chelência para aqui, pró-actividade para ali, e vai-se a ver, uma desgraça!…
AF - Não se esperava que um barbeiro tão erudito fosse também tão preconceituoso…
P - Olha quem fala! Se leio o D.Quixote e conheço o Edward Saïd, tenho que ouvir comentários desses. Se revelasse onde moro e qual o meu prato preferido, toda a gente ficava feliz!
AF - Bom, não nos vamos zangar por causa disso. Fala-me antes dos teus projectos.
P - Projectos ? Já pensei em emigrar. Estou farto desta choldra…
AF - Estava a pensar em novas aventuras…
P - Ora ! Aventuras tenho eu todos os dias ! De resto, deves saber isso tão bem como eu.
AF - É verdade. Embora cada vez vá tendo mais dificuldades em seguir-te o rasto.
P - Aparece com mais tempo ! Um dia destes, talvez te conte uma daquelas de que tu gostas.
entrevista de Arlindo Fagundes a Pitanga in http://www.arlindofagundes.com/
Tuesday, March 25, 2008

Wednesday, March 19, 2008
Tuesday, March 18, 2008
"As the son of Jewish parents (an Ashkenazi mother and a Sephardic father) some of his comics are inspired by his Jewish heritage. He himself says that there is Ashkenazi humor in his Professeur Bell series (loosely based on Joseph Bell), whereas Le chat du rabbin is clearly inspired by his Sephardic side. Les olives noires is a series about a Jewish child in Palestine at the time of Jesus. Like Le chat du rabbin, the series contains a lot of historical and theological information."
Adivinham-se tempos de veneração e reverência ao Sr. Joann Sfar…
Monday, March 17, 2008
Friday, March 14, 2008

Numa Argélia dos anos 30, 0 gato de um rabi viúvo e da sua bela filha, Zlabya, come o papagaio da família e ganha o dom da fala. Para desespero do seu dono, o gato inicia de imediato um rol de mentiras (sendo a primeira, que ele não comeu o papagaio).
O rabi quer educá-lo de acordo com o Torah, mas o gato insiste em aprender a cabala e em ter o seu próprio Bar Mitzvah.


































































